Enquanto isso, as imagens postadas nos mostram uma guerra horripilante, um massacre disfarçado de combate, e nada parece interferir nossas vidas.
É claro, durante duas décadas, após a queda do muro de Berlín, prepararam nossas cabeças para que pensemos que alí, naquela região, são todos loucos, que ninguém se entende, que são todos terroristas. E assim, pouco a pouco, passamos a crer nessa versão mal contada da história. Veio a primeira invasão ao Iraque.
No meio disso tudo, o 11 de setembro. E seus dias seguintes... Lembro-me que estava numa semana farroupilha e me tocou falar; era o Secretário da Cultura da cidade. Entrei com um pacote na mão, e falei da guerra, e disse que haveria um povo que sofreria as conseqüências daquilo, e seriam os árabes. E pilchado de gaúcho coloquei ao redor de meu pescoço um keffieh, um "lenço árabe", esse mesmo que está hoje na moda... a não ser nos aeroportos
E depois veio a segunda invasão ao Irque, mais estúpida, mais grosseira. A ONU silenciada: "não ha ármas de destruição em massa", afirmava a ONU, mas o estúpido presidente do mundo, o cowboy texano já tinha tomado sua decisão.
Todos sabiamos que a realidade palestina era ruim, muito ruim. Que a vitória do Hamas era inaceitável por Israel. Mas o que não esperávamos era este genocidio.
O que fazemos?
Muito pouco, enquanto já são mais de 1000 mortos de um lado e dez do outro(sendo que 4 mortos pelo fogo amigo...) Isso não é uma guerra!!!!
O que dizemos a nossos filhos, bombardeados pela mídia?
O que dizemos a nossos colegas, anestesiados pela mídia?
O que dizemos à esquerda oficial, preocupada na partilha do poder?
Há muitos anos atrás, em 1982, houve outro massacre contra um acampamento palestino em Beirut, em Sabra e Chatila. Alberto Cortes escreveu este poema e o transformou em canção:
"¿A dónde estaba el sol cuando sonaron |
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