À luta!!!

E se veio o tal de 2012...
Cá estamos, já 4 anos neste espaço,de vez em quando abandonado por outras tarefas:professor, artista, estudante...
Mas 2012 é um ano especial (como todos,né!)
Eleições nos municípios, e eu, novíssimo-velho militante no Partido que vem ponteando pela esquerda...O PSOL, que na nossa cidade, nem está organizado...(ainda)
Este blog servirá para refletir sobre isso, sobre esse vazio político que é esta segunda década do milênio...
Vazio que aos poucos vai sendo contestado.
De novo, então, à luta!!!

O que ando lendo...

  • "A formação dos professores e o ensino das artes visuais"
  • "El municipalismo libertário"
  • "Gracias por el fuego"(Mário Benedetti)
  • "La Propuesta educativa del taller Torres Garcia"

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

O que estamos fazendo?

Verão.praia. Carnaval
Enquanto isso, as imagens postadas nos mostram uma guerra horripilante, um massacre disfarçado de combate, e nada parece interferir nossas vidas.
É claro, durante duas décadas, após a queda do muro de Berlín, prepararam nossas cabeças para que pensemos que alí, naquela região, são todos loucos, que ninguém se entende, que são todos terroristas. E assim, pouco a pouco, passamos a crer nessa versão mal contada da história. Veio a primeira invasão ao Iraque.
No meio disso tudo, o 11 de setembro. E seus dias seguintes... Lembro-me que estava numa semana farroupilha e me tocou falar; era o Secretário da Cultura da cidade. Entrei com um pacote na mão, e falei da guerra, e disse que haveria um povo que sofreria as conseqüências daquilo, e seriam os árabes. E pilchado de gaúcho coloquei ao redor de meu pescoço um keffieh, um "lenço árabe", esse mesmo que está hoje na moda... a não ser nos aeroportos
E depois veio a segunda invasão ao Irque, mais estúpida, mais grosseira. A ONU silenciada: "não ha ármas de destruição em massa", afirmava a ONU, mas o estúpido presidente do mundo, o cowboy texano já tinha tomado sua decisão.
Todos sabiamos que a realidade palestina era ruim, muito ruim. Que a vitória do Hamas era inaceitável por Israel. Mas o que não esperávamos era este genocidio.
O que fazemos?
Muito pouco, enquanto já são mais de 1000 mortos de um lado e dez do outro(sendo que 4 mortos pelo fogo amigo...) Isso não é uma guerra!!!!
O que dizemos a nossos filhos, bombardeados pela mídia?
O que dizemos a nossos colegas, anestesiados pela mídia?
O que dizemos à esquerda oficial, preocupada na partilha do poder?
Há muitos anos atrás, em 1982, houve outro massacre contra um acampamento palestino em Beirut, em Sabra e Chatila. Alberto Cortes escreveu este poema e o transformou em canção:
"¿A dónde estaba el sol cuando sonaron
los ecos desatados de la ira?
¿No será que las sombras lo apagaron
en Sabra y Chatila?
¿A dónde estaba Dios, cuando la gente
fue sometida a hielo en las pupilas?
¿No será que se ha vuelto indiferente
en Sabra y Chatila?
¿A dónde estaba yo, en qué galaxia,
insensible leyendo la noticia?
¿No seré uno más en la falacia
de Sabra y Chatila?
¿A dónde estabas tú, con tu arrogancia,
poderoso señor que en la mochila
llevas todo el cadáver de la infancia
de Sabra y Chatila?
¿A dónde está la voz del abogado
fiscal de la razón y la justicia?
¿No será que sus leyes derogaron
en Sabra y Chatila?
¿A dónde está el orgullo de los hombres,
o acaso hay que decir ""hipocresía""?
¿Por qué tanto dolor no tiene nombre
en Sabra y Chatila?
¿De qué me estás hablando amigo mío?
¿No ves que mi conciencia está tranquila?
¿Qué tengo yo que ver con lo ocurrido
en Sabra y Chatila?
¿O acaso estaba yo con los soldados
metido a la distancia, entre sus filas
aceptando los hechos consumados
en Sabra y Chatila?
Es tiempo de dictar comunicados
que limen lo espinoso de la espina.
¿Qué harán para ocultar lo que ha pasado
en Sabra y Chatila?
¿Qué harán para que amengüe la condena
histérica, total y colectiva?
¿Qué harán para que cese la gangrena
de Sabra y Chatila?
Aunque yo siga ausente en mi galaxia
comentando en canciones la noticia,
el ángel del horror sigue su marcha
en Sabra y Chatila.
Deambula por Beirut y en otras lunas,
reptando sin parar, como una anguila.
Insaciable y cegado por la gula
de Sabra y Chatila.
Tal vez quiera llegar hasta mi puerta.
Quizá ya esté a la vuelta de la esquina.
Ya fue abierta la herida y sigue abierta
en Sabra y Chatila..."

Nenhum comentário:

Postar um comentário