À luta!!!

E se veio o tal de 2012...
Cá estamos, já 4 anos neste espaço,de vez em quando abandonado por outras tarefas:professor, artista, estudante...
Mas 2012 é um ano especial (como todos,né!)
Eleições nos municípios, e eu, novíssimo-velho militante no Partido que vem ponteando pela esquerda...O PSOL, que na nossa cidade, nem está organizado...(ainda)
Este blog servirá para refletir sobre isso, sobre esse vazio político que é esta segunda década do milênio...
Vazio que aos poucos vai sendo contestado.
De novo, então, à luta!!!

O que ando lendo...

  • "A formação dos professores e o ensino das artes visuais"
  • "El municipalismo libertário"
  • "Gracias por el fuego"(Mário Benedetti)
  • "La Propuesta educativa del taller Torres Garcia"

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Está chegando a hora....

Daqui à pouco, as fanfarras e os brancaleonicos exercitos eleitorais haverão de invadir nosso dia a dia, para não nos dizer nada de verdade, apenas difundir suas propagandas, feitas tal qual determina o "marketing eleitoral", esse mesmo que serve a qualquer candidato..ou a qualquer marca de sabão.
Fotografias "tratadas" nos apresentarão pessoas sorridentes, que de verdade estão rindo pela simples possibilidade de ocupar um cargo público. E ganhar muito bem, é claro; o que não seria um pecado se alguém pudesse conhecer resultados reais....
Como cita minha camarada de painéis e fotos Bruna no seu face, dos 181 países daONU, somos os únicos em pagar salário(ajuda de custo) à vereadores. Os únicos, heim, a financiar com valiosos sete e alguma coisa do orçamento municipal esse ultrapassado método de democracia representativa...
Com esse valor, as cidades viram ainda mais restrita a representatividade quando reduziram o numero de vereadores, mesmo mantendo o mesmo percentual do orçamento.Ou seja, 10 vereadores "custam" a mesma coisa que 21...ou seja, são mais caros... e menos representativos.
Ao poder executivo de nossa cidade concorrem, à princípio, dois candidatos: o atual prefeito contra o prefeito que governou de 1996 a 2002 a cidade.PT vs PSB....
Trabalhei com ambos, coordenei a campanha de 1996... e sei o que trazem como proposta.
E penso que é pouco, muito pouco. Em quinze anos de administrações da "esquerda oficial" da cidade, o que mais temos visto é a mudança destes personagens, a ponto de não ser mais os mesmos, apenas cópia do que juravam combater.As alianças eleitorais são uma verdadeira contradição com o pregado em 1996...
Muitos pensam que não há memória, que as pessoas esquecem... mas desde este modesto blog, podemos contribuir com esse necessário debate. Semana que vem um textinho sobre jingles de campanha....
Quem sabe este ano podemos nos divertir vendo o que cantaram..e o que fazem hoje!!!!
AlejandroRuíz

domingo, 26 de junho de 2011

...Um 27 dejunho...

Esta data para muitos quase nada quer dizer. Para muitos daqui, destas bandas, é claro.
Já na "Banda Oriental", é uma data de triste memória: é o aniversário do golpe de estado de1973.
Eu tinha 5 anos, e vivia na Argentina, apenas significou, no começo,mais burocracia cada vez que viajava ao Uruguay. E quando entrei na escola, em "75, no dito "Año de la Orientalidad", significou bater continência e ir a marchar todos os meses, por uma causa ou outra,sempre à serviço do governo "de fato".
Depois... em 1984, preparava-se uma grande panfletagem em Rivera.Fazia uns meses que o pequeno grupo de amigos tinhamos nos tornado um núcleo da clandestina Juventude Socialista do Uruguay. Coube a nós uma tarefa simples: trazer desde a vizinha cidade de Livramento uns 10.000 panfletos, que seriam distribuidos na madrugada. Fomos até a Câmara de Vereadores, e carregamos os panfletos numas sacolas. As risadas se tornaram preocupações sérias quando "pasamos la línea"... descemos três quadras pela Calle Uruguay até a casa de Marcos, e lá mudamos o localdos panfletos: guardamos eles nos nossos corpos, entre a camiseta e a camisa, e saímos de uniforme de liceo, certos de nossa cara de inocentes estudantes...
Mas eis que a apenas vinte metros da casa do companheira, nos para uma viatura, e mais uma e mais uma.Cinco da tarde. Susto. Perguntam de onde viemos:
"...Quietitos ahí, gurises. De donde vienen?..."
Rápido, respondi que era da casa de Marcos, alí no lado, estávamos indo pra Biblioteca... Aí eles falaram comseu castelhano comsotaque fronteiriço:
"...Ah, tá. Ustedes no vieron unos gurises de bicicleta? Es que recién robaron unas bicicletas, y eran cuatro gurises, como ustedes...".
Outro falou:..."Tché, deixa eles. No ves que están deuniforme del liceo?Vamo'embora!!!"...
E se foram rápidamente, nos deixando com asensação de que eramos quase heróis... Distribuímos os panfletos nas casas combinadas, e na madrugada saímos numa kombi sem portas nem placa esparramá-los pela cidade.
E no outro dia caminhamos, uns trinta guris, da Praça de Esportes até a Praça Artigas, cantando palavras de ordem e entoando o hino frente ao monumento do prócer, em especial o estribilho que diz "Tiranos temblad!!!"...
Depois foi tudo tão rápido, que 27 anos depois, muitas coisas começam a se perder nos trilhos da memória. Mas impossível esquecer daqueles quatro desbravadores: Jeffo, Tony, Marcos e eu...
Quase vinte anos depois disso, em 2003, tinha me tornado um burocrata público em nome do socialismo. Estava à frente da Secretaria de Cultura de Esteio. De cultura, turismo, artes; até tinha sido secretário de desenvolvimento econômico... Mas não servia para a chefia de turno, e pouco a pouco comecei a ser "fritado", como se diz nesse meio. Então, na sexta feira 27 de junho de 2003 pedi a minha demissão. E voltei à vida civil, cheio de mágoas, desilusões, decepões.
Oito anos depois, avalio quetudo isso tinha que acontecer mesmo: que aquele guri dos panfletos não merecia ter como herdeiro o burocrata, que agora estou mais em sintonia com o que sempre fui, um pouco artista, um pouco professor, um pouco estudante... e sempre militante.
Por um par de anos larguei a vida partidária, voltando a ser um "militante estudantil"(temporão, é claro!!!). Mas agora como professor e como cidadão,prestes a viver nesta comuna mais um processo eleitoral, não posso me furtar a me posicionar...Se com 16 anos podia não ter medo da ditadura, o que posso temer agora? Nada, é claro. Por isso me filiei ao PSOL, onde os militantes dignos se encontram sob o sol das velhas bandeiras, e das novas. Temos muito a fazer, confrontando a direita velha e decrépita, mas também agora desmascarando a esquerda "oficial", essa empoderada nas estruturas governamentais, com seus milhões e seus novos aliados, com seus métodos novos de estalinistamente, se tornarem os donos da verdade...
Como dizia um poema do socialista uruguaio Walter Medina:
"...En este país de pies descalzos//puños sangrientos//y dientes apretados//
yo estoy de pie luchando//porlo que luchan//mis hermanos..."

domingo, 23 de janeiro de 2011

Novo ateliê, velhos desafios!


Começando um novo ateliê, num novo espaço, parece que muita coisa muda. Ou não. Como me disse meu camarada Manoel no dia da mudança, mais uma mudança, a nossa sina de vida. Esse eterno devir, esse busca de sempre de novos espaços, de novas parcerias, às vezes parece inócua, mais do que nada quando as coisas começam a ficar monótonas e já sabemos os "finais" a vir pela frente...
Mas este ano não parece ser tão comum. Então, lá vamos nós, encarando o presente, para não postergar nada para o "futuro".
No espaço locado, dividirei o ateliê nada mais e nada menos de que com a grande parceira Lena Kurtz, com seus "toys" e seus quadrinhos góticos; e seu conhecimento de lugares que nem me atrevo a querer visitar...ainda.
Serão habitués os compas da "Associação Ateliê Um", essa associação de artistas que vai incomodar bastante este ano... Aguardem e verão.
Os velhos e nvos amigos do IA, esse instituto de artes no qual ainda teimo em transitar...
Com certeza, passarão por lá os companheiros da atual gestão do DCE, da qual faço parte.
E meus parceiros do Carnaval, desde 2007 no Bambas e desde 2003, Mocidade.
Meus amigos de tantos lugares que aparecem de repente, do meio da história, surgindo de névoas de lembranças e se materializando em extensos bate papos.
A minha filha e sua turma, inquetos pensadores de 16 anos, agitando o futuro hoje, me chamando de "tio" e ouvindo meus velhos vinis...ahahah!
Meus novos amigos que aparecem do meio das salas onde dou aulas, essa gurizada da idade de minha filha, cheios de sonhos e vontades, como deve ser!
Espero poder dar aulas de novo no ateliê, e então criar outros círculos novos, de aprendizes, de modelos, de visitantes...
Gente que curte arte, poesia, política, mitologia, ideologia, eleições, sonhos.
Gente que vive e respira de verdade.
Então, espero vocês por lá!
Alejandro

"...No hacen falta alas
para hacer un sueño
basta con las manos
basta con el pecho
basta con las piernas
y con el empeño.

No hacen falta alas
para ser más bellos
basta el buen sentido
del amor inmenso
no hacen falta alas
para alzar el vuelo..."
(Silvio Rodriguez)


quinta-feira, 13 de janeiro de 2011



Fotos da Colega Tay, no muro lá no Barrio Sur, frente ao Viejo Mundo, em Montevidéu.
O pessoal da Escola Técnica Figari trabalhando no mural...
Agora ali mesmo devem estar preparando os tamborins para as Chamadas...

sábado, 6 de novembro de 2010

EL PAIS EL CASO TIBILETTI Y EL ROL DE LA RELIGION EN LA GUERRA SUCIA Argentina: La Cruz de los 33

En octubre trascendió la denuncia del ministerio de Defensa contra el ex asesor Luis Tibiletti, quien admitió haber participado en operaciones de Inteligencia en 1977. El caso de Tibiletti no es excepcional. La historia completa está narrada en mi reciente libro La mano izquierda de Dios y es elocuente sobre el rol de la Iglesia Católica en la tragedia argentina del siglo XX.

Este es su texto.


Entre 1979 y 1980 el Ejército negó el ascenso o pasó a retiro a treinta y tres oficiales. Todos fueron acusados por sus respectivas juntas de calificaciones de perjudicar la cohesión espiritual de los cuadros, por no compartir “la filosofía y el sentir institucional del Ejército, lo que ha lesionado decididamente su prestigio y concepto ambiente”. La historia del grupo se remontaba a 1969, cuando algunos se opusieron al uso del Ejército contra movilizaciones populares como la del Cordobazo. Otros simpatizaron con el regreso de Perón a la Argentina, participaron en el Operativo Dorrego de acción social que reunió a Montoneros y el Ejército o llegaron a tener relación orgánica con alguna de las organizaciones revolucionarias. Otros mantenían nexos con la Unión Cívica Radical.

La Inteligencia del Ejército los detectó en 1971 luego del arresto de dos camaradas encuadrados en Montoneros, quienes identificaron a sus contactos dentro de la fuerza. En los meses previos al golpe de 1976 fueron sometidos a un proceso informal de autocrítica y reeducación y se les permitió continuar en actividad, con el compromiso de participar sin reticencias en la represión. Algunos fueron protegidos por miembros de la cúpula militar que los conocían por razones institucionales o familiares.

Una década después, cuando creían que aquellos episodios habían sido olvidados, el pase a retiro obligatorio los enfrentó con su propia historia.

Al pedir la reconsideración de la medida más de dos tercios invocaron sus convicciones católicas como principal argumento en su favor. Con independencia de su sinceridad, estas veinticuatro exposiciones espontáneas contienen un tesoro de información sobre la mentalidad predominante en el Ejército, ya que invocaron en su defensa los valores mejor considerados por la institución castrense en la que deseaban permanecer.

La constante es el agradecimiento a la formación católica por haber podido aplicar los métodos dispuestos por el Ejército para la denominada guerra contra la subversión. Varios confiesan haber cometido crímenes horrendos, que alegan en su favor. Pese a esta humillación de tipo soviético, a ninguno se le permitió proseguir en actividad.

El mayor Hugo Abel Costaguta dijo que compartía la “filosofía y el Sentir Institucional del Ejército”, que se fundan “en los principios inmutables de Dios y la Patria”. Su familia está bien constituida, y en su “seno imperan los valores del cristianismo”.

El capitán Guillermo Julio González Chipont juró no haberse apartado “de los principios rectores de nuestra civilización Occidental y Cristiana”.

El teniente 1º Eduardo Pedro Serrano escribió que había sido permanente su adhesión a “los ideales cristianos y nacionales”.

El capitán Ricardo Colombo Roqué dijo que sus ideas políticas, “de profunda raíz nacional y cristiana”, no pueden ser “tachadas de subversivas”.

El teniente 1º Eladio Alberto Arias elevó junto a su descargo una carta de su padre, el suboficial Mayor (RE) Eladio Arias, quien escribió que el joven había marchado a su destino en Mar del Plata para “vengar el asesinato” de un compañero de promoción, con su aprobación paterna y de soldado.

“Estoy seguro que cumplió. Dios lo ayudó en una causa noble y justa.”

El suboficial suplicó “a la Santísima Virgen María –fuente de buen consejo, Esperanza de amor y fe”– que su hijo fuera reivindicado.

El teniente 1º Julio César Sarmiento declaró su confianza en la Justicia Divina y narró las operaciones en las que había intervenido. Su formación como comando y su puesto de jefe de inteligencia de una fracción que actuó en el monte tucumano lo obligó a “interrogar, a ejecutar y a concretar la parte más sucia que era hacer desaparecer los cadáveres de aquellos detenidos ‘por la izquierda’ que no soportaban los interrogatorios”.

Sin sus “profundas y arraigadas convicciones religiosas”, escribió, “me consideraría un cobarde con las manos ensangrentadas”. Este razonamiento es ilustrativo sobre el rol de la Iglesia en la preparación castrense para la guerra sucia.

Para el capitán Gustavo Horacio Ricardes su conducta debió ser malinterpretada, ya que siempre se guió por “los inmutables principios cristianos”.

El teniente 1º Héctor Rolando Jamier explicó que si la filosofía del Ejército era “pertenecer a un mundo Occidental y Cristiano y salvaguardar los más altos intereses de la Nación”, se identificaba con ella, como le enseñaron en el Colegio Militar. De otro modo no hubiera podido combatir a la subversión “en situaciones y con procedimientos harto conocidos” y que podrían haber lesionado su personalidad y su mente.

El teniente 1º Luis Eduardo Tibiletti realizó la exposición más completa sobre la incidencia de la Iglesia Católica en sus decisiones. Sobrino nieto de Pedro Dionisio Tibiletti, que entre 1929 y 1945 fue obispo de Corrientes y San Luis, e hijo del coronel Pedro Alfredo Tibiletti, uno de los primeros oficiales que estudiaron la doctrina de la guerra contrarrevolucionaria en Francia durante la guerra de Argelia, Luis Eduardo escribió que su formación inicial fue en un colegio religioso que le enseñó a valorar “el sentido místico y heroico de la vida”. En cambio en el Colegio Militar no recibió la imprescindible formación filosófica, histórica y religiosa. Esta “deficiencia en el tratamiento de valores trascendentes” le impidió desarrollar una correcta visión global. Agregó que había sido influenciado por las opiniones del “grupo de oficiales eliminados”, a lo que se sumaron “las prédicas del capellán de tinte tercermundista”. Su análisis equivocado fue consecuencia de la crisis que en 1972 y 1973 atravesaron “el país y sus instituciones pilares: las Fuerzas Armadas y la Iglesia”. Recordó que luego del Cordobazo el capellán del Colegio Militar predicó a los cadetes que un militar “no debía tomar las armas contra los hermanos de su mismo país”. Esto era consecuencia de la “aparición política del tercermundismo religioso”, entre cuyas expresiones mencionó a Devoto, Angelelli, De Nevares, Di Stéfano y Zazpe y la teología de la liberación, que Tibiletti considera “errada”. Esto lo llevó a considerar en forma errónea que “podía contribuir a los objetivos de la Institución con la búsqueda de un acercamiento con Montoneros”. Pero a partir de junio de 1975 se desilusionó con esa línea política. El Ejército había comenzado el enfrentamiento abierto con el ERP en Tucumán y en sus filas renacían “valores adormecidos y con los que me identificaba (cohesión, sentido heroico de la vida, sentimientos religiosos)”. En setiembre de ese año se realizó en el Colegio Militar “una Semana Religiosa de gran profundidad y que me permitió comprender que debía encauzar la vocación cristiana que guiaba mis actos hacia la acción diaria entre mis camaradas y subalternos y no a través de compromisos políticos con sentido heroico que me habían llevado a actuar erróneamente”.

El general Sasiaiñ era tío de su esposa. Le dijo que la superioridad estaba al tanto de sus actividades y le preguntó por sus razones. Después mantuvo diálogos similares con el general Otto Carlos Paladino, quien “tenía la misma profunda vocación cristiana que yo, pero que la había desarrollado dentro de la institución”. Decidió entonces “luchar en defensa de los valores trascendentes del Ejército”. Al referir los cambios en su pensamiento escribió que el Ejército nunca debía abandonar “la defensa de la Patria Cristiana”, porque ésta es “la cosmovisión que nos da coherencia al obrar”. Según el oficial recuperado, “en la recta doctrina católica está la VERDAD que no es como se quiere sostener a veces que ‘nadie es dueño de la verdad’ porque eso me llevó al ‘error’ de ir a averiguar cuánto de esa verdad que se torna inalcanzable tienen los ‘otros’. Con esas VERDADES íntegras tenemos que enfrentar la guerra revolucionaria que es una guerra de ideas y no con verdades a medias”.

De ese modo es posible “defender la soberanía no sólo militar sino también espiritual de la Patria”.

Pudo salir de la confusión que alcanzó a las Fuerzas Armadas y la Iglesia “con la ayuda de Dios”, y gracias a “la actitud generosa de la Institución pude afirmarme en valores reales y demostrar en hechos mi respuesta a la oportunidad brindada” (en su descargo dice que participó en “operaciones especiales de Inteligencia” en el Area Zárate-Campana, donde fue fuerte la represión contra trabajadores fabriles). Mucho más escueta fue la apelación que presentó al presidente Raúl Alfonsín en 1983. Dijo que lo habían castigado por disentir con la Doctrina de la Seguridad Nacional.

El mayor Luis María Croce expuso su compenetración espiritual con el Ejército y con “su filosofía cristiana, católica, apostólica y romana”. Para refutar los cargos, el capitán Gustavo Vitón hizo gala de su “profunda fe religiosa”, y sus valores morales y espirituales. Ofendido porque pudieran atribuirle ideas izquierdistas replicó que siempre demostró “un gran amor por mi Patria y Ejército” y “una fe inquebrantable hacia Dios”.

El mayor Norberto Antonio Yommi contó que había participado en un Cursillo de Cristiandad con el capellán de su unidad y que gracias al Ejército había podido “constituir un verdadero hogar cristiano”. Jamás pensó ni obró contra sus “profundas creencias cristianas”.

El mayor Eduardo Horacio Gentiluomo estableció que “por mi formación y convicción soy Católico, Apostólico, Romano”. El mayor Norberto Angel Pascale nunca simpatizó con grupos peronistas que “se convirtieron en elementos subversivos [porque] como militar y cristiano no podría, sin traicionar mis íntimas convicciones y principios, comulgar con un credo irracional”. La prueba que alegó fue que “junto a mi señora y mis tres hijos conformo un verdadero hogar cristiano”.

El coronel Carlos Sánchez Toranzo expuso que la sociedad argentina “se fundamenta filosóficamente en los valores cristianos” y que él “cree profundamente en el origen divino del hombre y su fin trascendente tal como lo determina la Religión Católica Apostólica Romana [y] rechaza, en plena coincidencia con la Iglesia, al materialismo socializante que propone el marxismo-leninismo, como al materialismo individualista que da el liberalismo”.

Sánchez Toranzo citó también la Introducción del Reglamento de Servicio Interno (RV-200-10):

“El Ejército constituye una de las reservas morales trascendentes en la vida espiritual del país, por lo que deberá ser depositario y custodio permanente de sus más caras tradiciones”.

El mayor Roberto Juan Gastaldi declaró su orgullo por “nuestra posición occidental y cristiana” desde que San Martín puso al Ejército Libertador bajo la protección de María y Belgrano hizo tejer la bandera “con los colores de la Virgen”. La libertad no puede subordinar a los valores más sagrados, entre ellos el matrimonio, que posee “dignidad sacramental” dado que “no fue protegido, confirmado, ni elevado con leyes humanas, sino con leyes del mismo Dios, autor de la naturaleza, y de su restaurador Cristo Nuestro Señor, y que, por lo tanto, sus leyes no pueden estar sujetas al arbitrio de ningún hombre”.

También cita a la Iglesia en defensa de la propiedad privada como fundamento del orden económico, aunque con subordinación al bien común.

“No puede concebirse la libertad del hombre, si no está sumisa y sujeta a Dios y a su voluntad. Negar a Dios este dominio o no querer sufrirlo no es propio del hombre libre.”

Gastaldi veía el mundo como escenario “de la lucha entre el bien y el mal”. El peligro inminente era el comunismo bolchevique y ateo que tiende a “socavar los fundamentos de la civilización Cristiana” y “niega toda jerarquía y toda autoridad establecidas por Dios”. Al negar a la vida humana todo carácter sagrado y espiritual convierte el matrimonio y la familia en instituciones artificiales y civiles. Como proclama la emancipación de la mujer, la saca de la vida doméstica y del cuidado de los hijos para “arrastrarla a la vida pública y a la producción colectiva en la misma medida que al hombre, entregando al Estado el cuidado del hogar y de la prole”.

Este refrito de Meinvielle y Genta sostiene que aun los pueblos bárbaros han encontrado un freno “en la ley natural esculpida por Dios en el alma de todos los hombres”. Sigue con la educación “en la familia cristiana bien ordenada y disciplinada” y en la escuela, que surge “por iniciativa de la familia y de la Iglesia”.

Para demostrar su compenetración con la filosofía del Ejército, este oficial excluido recomendó vigilar con cuidado “los libros licenciosos, los espectáculos cinematográficos y las audiciones radiofónicas y televisivas”. Gastaldi informa que ha sostenido estas convicciones “en reuniones con miembros de la Iglesia”.

Como instructor de futuros suboficiales, explicó el capitán Víctor Sergio Groupierre, puso el acento en “los conceptos de Patria, Ejército, Dios y del peligro que representa y la guerra que hay que hacerle a la subversión”. Además, “he sido casado y mis hijos bautizados por Su Excelencia Reverendísima el Provicario castrense para las Fuerzas Armadas Monseñor Doctor Victorio Manuel Bonamín, quien además me honra con su amistad y visita mi domicilio”.

Como prueba definitiva, dijo que entronizó en la capilla de su unidad una mayólica con la imagen de la Virgen de las Nieves.

El único en mencionar la causa de la decisión oficial fue el capitán Norberto Raúl Tozzo: la relación que mantuvo entre abril de 1972 y junio de 1973 en la escuela de suboficiales Lemos con los tenientes primeros Jorge Bavio y Roberto Hipólito. Es su descargo dijo que “mi mente era virgen, tenía sentimientos nacionalistas católicos, inculcados en el Colegio Militar, donde había participado de retiros espirituales. [Bavio] comienza a tocar temas políticos, fundamentalmente de índole nacionalista, y a exponerme la Doctrina Social de la Iglesia. Permanentemente llevaba consigo un libro con las encíclicas Populorum Progressio y Mater et Magistra. De él escucho por primera vez la expresión bien común”.

Pero ya en 1974, impulsado por su rechazo a las doctrinas “extrañas a la forma de vida del ser argentino”, ingresó a la Escuela de Inteligencia, decidido a combatir “a quienes me habían engañado, aquellos que hablando de nacionalismo y catolicismo ocultaban en su interior el socialismo ateo-marxista”. Como prueba de su conversión dijo haber creado un Comando Azul y Blanco en el Destacamento de Inteligencia 124 que reprimió a “la secta esotérica llamada los caballeros del agua y el fuego”, que “captaba menores, a quienes se les despojaba de sus valores religiosos”.

“Mi accionar, que interpreté como una cruzada, me llevó a operar en otras regiones como ser Capital Federal, Córdoba, Santiago del Estero, Rosario, Santa Fe y Asunción (P); permanentemente estuve vinculado con todas las actividades que se realizaban en el área de Inteligencia.”

“Dios es el único que puede juzgar mi conducta” dijo al rechazar la calificación el teniente 1º Ernesto Facundo Urien. El teniente Enrique Alberto Lugand se declaró identificado con la doctrina justicialista por ser “netamente nacional y cristiana”.

El capitán Mario Enrique Oscar Rossi puso a Bonamín como testigo de “mi profunda fe en Dios, mis convicciones religiosas, el amor a la Patria y la familia y por la misión del Ejército”. Agregó unas líneas confidenciales para el nuevo comandante del Ejército, Leopoldo Fortunato Galtieri, quien había sucedido a Viola cuando éste pasó a retiro para suceder a Videla en la presidencia. Rossi solicitaba seguir en actividad debido a “mi profunda fe en Dios y mi identificación total con la doctrina Católica, Apostólica, Romana. Considerar al hombre como criatura de Dios, dotado de razón y de voluntad, con un fin natural y otro trascendente”.

En una incursión sobre política y economía repitió las objeciones de la Doctrina Social de la Iglesia al liberalismo, que defiende los derechos individuales pero descuida el bien común, y al marxismo, que despoja de sus derechos y su propiedad a las personas y las sociedades intermedias.

También el capitán Carlos Alberto Berdaguer ofreció “al clero, castrense o no” como testigo de la convicción que puso para enfrentar a los enemigos de la Nación “para que su célula indiscutida sea la familia y para que en y desde ella padres e hijos procuren vivir su fe a la luz de la moral cristiana, en vez de verse obligados a obedecer ciegamente los mandatos de su majestad El Estado”.

El mayor Carlos Alberto Pombo expresó ser “católico, apostólico, romano practicante” y dijo que se identificaba con la doctrina justicialista “porque su esencia doctrinaria no es otra que la Doctrina Social de la Iglesia”.

Según el mayor Derlys Even Francisco Bitz, Bonamín le explicó que no habían querido “dejar ningún vestigio o raicillas” dentro del Ejército y esbozó la “teoría del círculo”: “Todos los que quedaron dentro de él fueron pasados a retiro; dentro de ese círculo estaban los que evidenciaban un perfil no querido por el Ejército para un oficial que podría comandar unidades o grandes unidades de la Fuerza en la década del ’90. Pudo haber habido inocentes dentro del círculo, pero ante la duda se los eliminó. ¿Qué es un hombre para el Ejército?”.

Bonamín también le dijo que no intervendría en el caso. Bitz, quien era amigo del obispo Devoto y cuyas relaciones políticas pasaron por el radicalismo, reclamó por el secreto con que se lo había investigado, sin derecho de defensa, que basó en la Constitución Nacional pero también en la encíclica Pacem in Terris. Dijo que la resolución se fundamentó como si el Ejército “fuera un Estado dentro del Estado o por sobre el Estado”. A su juicio, “las Fuerzas Armadas son parte integrante de la Nación y deben estar subordinadas al Poder Político en el marco de la Constitución Nacional”. Su “filosofía y sentir” deben ser el de toda la Nación. [...] Las Fuerzas Armadas no son “la última reserva moral de la Patria”.

Es ostensible la diferencia de su tono con el de las abyectas disculpas de la mayoría de sus camaradas. Vale la pena precisar que no escribió estas líneas en 1980 sino el 26 de agosto de 1983, a dos meses de las elecciones presidenciales.

Al concluir la dictadura varios de estos oficiales asesoraron a los bloques legislativos justicialista y radical o/y ocuparon cargos ejecutivos en las áreas de seguridad o defensa del gobierno nacional. Algunos (como Tibiletti, Colombo y Rossi) tuvieron un rol de gran valor en la sanción de las leyes de defensa nacional, seguridad interior e inteligencia nacional, que fijaron el marco legal para la subordinación castrense a la conducción civil y apartaron a las Fuerzas Armadas de las tareas policiales y parapoliciales que las habían hundido en la ignominia. Otros (como Sánchez Toranzo) rechazaron y denunciaron intentos de soborno cuando ocuparon cargos públicos. Varios (como González Chipont y García Moreno) fueron procesados por los crímenes de los que se jactaban entonces.

Página 12.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Se murió José Carbajal, El Sabalero.

EL POETA

Por Antonio Pippo

Fue un hacedor de luz, un abridor de puertas del espíritu, un poeta lleno de cicatrices y empeños perdidos, de cabello desordenado, bigote desparejo y ojos somnolientos, que buscaba la alegría ajena mientras en una formidable fabulación sentimental camuflaba su matrimonio inmortal con la melancolía.

Nació para entender mejor que nadie a los demás, a los otros, que a fin de cuentas eran él mismo, ya niños, ya adolescentes, ya adultos, mientras esculpía una poesía soleada de glicinas y malvones, capaz de abrigar a cualquiera porque cualquiera la disfruta y se la queda en un rinconcito del corazón. Para siempre.

Soy de los que cree que jamás se propuso nada, y menos la fama, sino que esa vida expeditiva, zigzagueante, desbordada fue la entrega absoluta de su mismidad para darle cobijo y sentido a todo lo huérfano que habita el mundo.

Y si hubiese que hablar de su voz, ¡claro que estaba repleta de aguardiente! Era cavernosa, traviesa y nochera, pero al mismo tiempo insobornable. Jamás se erizó en estridencias; más bien fue a la búsqueda de los interiores, de las oquedades de las almas alrededor de las que revoloteó, cual gorrión cariñoso, cordial que anhela compañía para acurrucarse. Ahí quedaron, también, sus imperfecciones entrañables.

Un hombre para los cafés más que para los teatros. Un hombre para resonar en tabernas, rodeado de amigos al llamado de su misterio sutil pero sin armaduras. Un hombre cabal, en el taller y en la pluma, tanto de servicio como de rebeldías. Un hombre que se hizo a sí mismo y no olvidó a nadie aunque a nadie debía nada.

Hay una resonancia que no acaba. No acabará hasta que el último de nosotros se haya ido. Es su legado. Caben los versos, la música, la voz, la vida.

Escribió Homero Manzi: "Estoy lleno de voces y de colores/ que juraron acompañarme hasta la muerte/ como amantes resignadas/ al breve paso de mi eternidad".

Morirte, José, ¡qué chiquillada!!!

La república, 22 de outubro de 2010

"La muerte"

Escrita en México tras la muerte de su pequeña hija de siete días.

Me enrosco en tus ancas fuertes

Y en tus ternuras mi negra

Me gusta vivir la vida

Entregándome a la suerte

Pa no tener tanto miedo

Cuando me abrace la muerte

Será porque tengo el cuerpo

Llenito de madrugadas

Que busco una muerte viva

Jamás una muerte mansa

O será que no se eligen

Estos barullos del alma

Atrás de la enamorada

anda el que está enamorando

Detrás de mi vida negra corren

los que van matando

Con chorros de mariposas

Enamoramos la vida

Entre sábanas calientes

Promesas y despedidas

Y bajo de cada retazo

Anda la muerte escondida

Angelitos de bosteco

Ventanita de un verano

Me enseñaste la tristeza

Cuando soltaste mi mano

Quedarás con los mariachis

Cantarás en las trompetas

Y yo me marcho solito

Llorando porque me cuesta

La muerte no tiene manos

La vida se las quitó

Pero le dejó la boca

Y le dice ven mi amor

Muerte que anda de amargura

Como si se lo pidiera

Déjeme un ratito solo

Pa arreglarme con mis penas

Le juro que si se ensaña muerte

Con mi corazón

El día que me caliente

Entro a perseguirla yo

Con quien,

Con quien se moja la muerte

Que nunca,

Que nunca chupa con migo

Y amigo de buena vida

No le importa ni un comino

Adónde se va la muerte

Que salió en punta de pie

No me interesa compadre

Ya lo sabremos después

La muerte andaba rondando

Quien sabe donde andará

No me dejes alegría

No te vayas vida mía

Que esta puta, vieja y fría

Nos tumba sin avisar

http://www.youtube.com/watch?v=YJMm_RYkA9M

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Enquanto nós temos um "labin" por escola, no Uruguay...

Adelanto. La nueva fase empezará en liceos de capital y Canelones

El Plan Ceibal llega desde hoy a la enseñanza media

Los alumnos de UTU accederán a las laptops en 2011.

Nuevo paso. Presentaron las laptops que permitirán llevar el Plan Ceibal a Secundaria.
Nuevo paso. Presentaron las laptops que permitirán llevar el Plan Ceibal a Secundaria.

A partir de esta jornada el Plan Ceibal entrará en una nueva etapa con el comienzo de la entrega de laptops XO 1.5 HS y Magalhanes MG2 a estudiantes y docentes de enseñanza media pública.

La primera fase de reparto abarcará las aulas de segundo año de Secundaria de los departamentos de Montevideo y Canelones. Sólo alcanzará a quienes no hayan recibido una laptop XO 1.0 en la escuela (el recambio de estas máquinas se efectuará en otro cronograma).

Se estima que en este mojón inicial se repartirán unas 30.000 computadoras. Luego se continuará con los centros del Interior, lo que agregará unas 20.000 computadoras más. Para 2011 está pautado que se amplíe la entrega a los alumnos de 4º y 5º de Bachillerato Tecnológico y a los de Formación Profesional Básica de la Universidad del Trabajo del Uruguay (UTU).

Avance

Pilar Ubilla, presidenta del Consejo de Educación Secundaria (CES), dijo que estos "dispositivos educativos" permitirán que los estudiantes aprendan a "seleccionar material con espíritu crítico y reflexivo".

Además, estimó que desarrollará la autonomía de quienes reciban las laptops ya que van a tener que elegir qué caminos recorrerán para llegar a los diferentes saberes. "Van a ser un aporte para el disfrute de la educación, para que ésta sea un espacio donde se desarrollen potencialidades", afirmó Ubilla.

Por su parte, José Seoane, presidente del Consejo Directivo Central (Codicen) de la Adminsitración Nacional de Educación Pública (ANEP), expresó que esta ampliación del Plan Ceibal "implicará un desafío a las prácticas de enseñanza". "Va a promover la inclusión académica. Permitirá avanzar en la meta de lograr una distribución equitativa de los aprendizajes", agregó.

El presidente del Directorio del Plan Ceibal, Miguel Brechner, informó que las XO 1.5 y Magalhanes MG2 poseen cuatro veces más memoria RAM (1 gigabyte) y ocho veces más capacidad de disco duro (8 gigabytes) que sus antecesoras. A su vez, resaltó que el procesador de las nuevas laptops cuatriplica en potencia al de las populares "ceibalitas" y corre todos los sistemas operativos, aunque aclaró que las que se entregarán utilizan Linux.

En total se compraron 100.000 laptops mediante licitación internacional a la fundación One Laptop Per Child (OLPC) y la firma portuguesa JP Couto.(nota: Uruguay tem 3.000.000. de habitantes. Somando essas 100.000 às 400.000 distribuídas para o ensino fundamental, quer dizer que 17% da população terá esses laptops. O que no Brasil significaria 34 milhões de estudantes com laptops com 3g...)

CONTRATO POR MEDIO

Para que se haga efectiva la entrega de las laptops, los mayores responsables de los adolescentes deberán firmar un contrato de uso por el que se comprometerán a devolverlas en caso de que el alumno no complete el Ciclo Básico. El documento será distribuido por la dirección del centro educativo antes de llevarse a cabo la jornada de entrega.

También se tendrá que presentar la cédula de identidad para la verificación del registro en la base de datos del plan, en la que cada estudiante tendrá asignada una máquina identificada con el número de serie correspondiente.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Meus murais e painéis...


Murais no Iterra, Veranopolis, RS
Pintados em 1995, Acrilica sobre eucatex, acrílica sobre alvenaria...



sábado, 11 de setembro de 2010

Ayer mataron a Salvador Allende


Por José Pablo Feinmann-Página 12

Sería ingenuo no creer que el 11 de septiembre que el mundo recordará será el de las Torres Gemelas antes que el de Chile. El de las Torres tuvo una audiencia en simultáneo, un público atónito que asistía, compartiéndolo, en vivo y en directo, a uno de los acontecimientos más poderosos de la historia humana. No menos poderoso fue el de Chile, pero nos tenía más acostumbrados. Sin embargo, no bien se desplegó el terror pinochetista supimos que eso era nuevo, no tenía antecedentes. Lo mismo sucedió con el terror de la Junta argentina.

Ignoro si se ha reflexionado sobre un punto (sin duda, sí; pero merece ser ofrecido otra vez al análisis): el acontecimiento de las Torres y el de Chile no sólo comparten la fecha, sino mucho más. El país de las Torres (el Imperio) fue el causante directo del septiembre chileno. Chile nada tuvo que ver con la caída de las Torres. Pero Estados Unidos hizo el golpe de Pinochet, lo inventó a Pinochet y lo asesinó a Allende. Era parte de la política que se había otorgado para manejar las cosas en eso que llaman su “patio trasero”.

Desde que llegó a la presidencia, Ke-nnedy, que era un furioso anticomunista, advirtió que –durante el llamado período de la Guerra Fría– las acciones bélicas directas no tendrían lugar entre los dos bloques hegemónicos. Había, en ellos, un exceso de técnica bélica que lo impedía. El terror nuclear recomendaba una excesiva prudencia que los dos colosos ejercieron celosamente. Las luchas, entonces, se dieron en otras latitudes.

Demoraron en advertir que en América latina los comunistas se habían posesionado de Cuba, brillante tarea de esos barbudos que habían seducido y engañado a la CIA diciéndose democráticos, y que la CIA creyó que apenas venían a tirarles abajo a ese sargento Fulgencio Batista, un sanguinario impresentable, que había hecho de Cuba un prostíbulo y un garito para la mafia. Apoyaron a los muchachos de Fidel, que les dieron una enorme y pésima sorpresa: su líder se definió y definió a su movimiento como marxista-leninista. Decidieron aprender la lección: nunca más un Castro en América latina. Porque Estados Unidos decía no pretender apropiarse del mundo como los soviéticos, pero en verdad ya casi lo dominaba o ésa era su meta. Con justa razón, el profesor Chalmers Johnson consideró que había más simetría entre las políticas de la Unión Soviética y de los Estados Unidos de lo que los norteamericanos deseaban reconocer: “Si en el transcurso de la Guerra Fría la Unión Soviética intervino manu militari en Alemania Oriental (1953), Hungría (1957) y Checoslovaquia (1968), los Estados Unidos articularon el golpe en Irán (1953), la invasión de Guatemala (1954) y de Cuba (1961), ocuparon militarmente la República Dominicana (1965) e intervinieron en Corea (1950) y en Vietnam (donde sustentaron dictaduras y mataron a un número más grande de personas que la Unión Soviética en sus exitosas intervenciones)” (Chalmers Johnson citado por Luis Alberto Moniz Bandera en su notable ensayo: La formación del Imperio Americano). En una comparación inevitablemente odiosa y desagradable, posiblemente la CIA sea y haya sido una organización más cruel, más asesina y, sobre todo, más responsable de la llegada de regímenes genocidas al poder que la KGB soviética. Medio mundo o más no diría esto por la prepotencia, la supremacía que tienen los medios en la formación de la subjetividad de las personas. El cine, por ejemplo (gran herramienta de propaganda de EE.UU.), siempre ha mostrado a un agente de la KGB como alguien más siniestro que uno de la CIA, que, con frecuencia, es el héroe de la película. Jack Ryan, sin ir más lejos, tuvo la pinta y el carisma de Harrison Ford. ¿Quién, en la KGB, podía competirle? Pero un serio problema se le aparece a la Administración Nixon. En 1970, el socialista Salvador Allende, candidato de la Unidad Popular, gana de modo inobjetable las elecciones en Chile. Pese a que Allende propone una “vía pacífica” –o una “vía democrática”– al socialismo, Richard Nixon lo odia desde el primer día. Y desde ese día se propone echarlo del gobierno. Aquí debo mencionar dos documentales formidables con los que trabajo estas cuestiones y deben (creo) ser consultados: uno es casi una autobiografía de Robert McNamara y se titula La niebla de la guerra, el otro es una pequeña obra maestra de Chistopher Hitchens, Los juicios de Henry Kissinger. En éste, Hitchens nos muestra la pasión que pone Kissinger en dejar contento a su jefe, Nixon, y demostrarle que se puede hacer con un país lo que Estados Unidos desee. No aún con Chile, porque Allende acaba de ganar muy limpiamente “y nosotros respetamos la democracia”. Nixon acepta este dogma, pero tiene claro que –en caso de llegar a imponer una dictadura– siempre es mejor una dictadura no-comunista que una comunista (ver: Luis Alberto Moniz Bandeira, La formación del Imperio Americano, p. 278). Seguramente compartían este criterio las empresas que le hicieron saber acerca de la gravedad del asunto: la ITT, la Pepsi Cola y el Chase Manhattan Bank. Todas se comunicaron con el presidente de la CIA, Richard Helms. También lo hizo Nixon, en una reunión relámpago: se sentó, tomó un vaso de agua, dijo un par de cosas y se fue. Destinó 10 millones de dólares para la tarea de desestabilizar al “hijo de puta” –así le decía: SOB—, pidió acción inmediata, dejar de lado al embajador, poner los mejores hombres en la tarea y en 48 horas deteriorar la economía. A partir de ese punto empezaría el trabajo en serio.

Kissinger tenía un buen concepto de la habilidad política de Allende: por todos los medios exhibiría que no era un satélite soviético, a lo Castro, ni siquiera un gobierno abiertamente comunista. Pero no estaba dispuesto a mostrar que le creía. En suma, entre Nixon y Kissinger deciden hundir a Allende desde el primer día de su llegada al poder. Así se hace la historia. En tanto, en América latina se festejaba el gran paso de la llegada al gobierno por elecciones libres y democráticas de un gobierno socialista (aunque fuese con un margen leve: la Unidad Popular sólo alcanzó el 36,2%), en las oficinas de la CIA o en el despacho más privado de Nixon la tarea de destrucción ya estaba en camino. Precisamente en Los juicios de Kissinger, el halcón Alexander Haig (que anduvo por aquí tratando de arreglar la guerra de Malvinas) lanza una exclamación con la fuerza de un escupitajo iracundo: “¿Otro Castro en América latina? ¡Por favor!” O sea, ni locos. Allende debía caer.

Haig es un activo soldado de esa causa. En mi novela Carter en New York, Joe Carter le cuenta a un amigo moribundo el modo en que Haig (Alexander Higgins en la novela) se despide de Allende antes de subir al avión que lo llevará a los States, cumplida ya su tarea. Explica: “El problema –ahora– es el Islam. Pero a los 24 años conocí al senador republicano Alexander Higgins. El hombre era un genio. Uno de los grandes cerebros que –allá por 1973– liquidó al gobierno socialista de Salvador Allende. Y que –no hacía mucho, entre un trago y otro– le había confesado ciertas cosas. ‘Sabes, Carter, Allende tenía la beatitud de un arcángel. Mas, ¿qué podía hacer yo? Sólo reconocerlo, pero no evitar mi trabajo por sentimentalismos peligrosos, que te mienten o te ciegan. La última vez que estreché su mano, poco antes del golpe que acabó con su vida, abandonaba yo la República de Chile, todo estaba ya hecho. Acerqué mi cara a la suya y en voz muy baja pero audible para él y para mí, le dije: ‘Es usted un hombre puro. Comunista o no. Cuando le caiga encima el caos que le hemos preparado recuerde estas palabras de uno de sus enemigos. Es usted un hombre bueno, equivocado pero honesto y valiente. Estrecho su mano con orgullo, doctor Allende. Y es la última vez que lo hago’. Me miró a través de esos anteojos doctorales, de académico, de hombre culto. Dijo: ‘¿Por qué si tanto me respeta está al lado de quienes buscan mi destrucción?’ ‘Doctor, es muy simple: otra Cuba, en América latina, no. No podemos permitir eso.’ ‘¿Y quiénes son ustedes para permitir o no lo que un pueblo ha elegido democráticamente?’ ‘Los Estados Unidos de América. Y ustedes nuestro patio trasero. No queremos más problemas por aquí. Trate de salvarse. Huya.’ ‘Nunca. Usted no me respetaría si yo huyera. Me respeta porque sabe que lucharé hasta el fin.’ ‘Lo sé. Lo que nunca sabré es por qué luchará hasta morir por una causa tan infame.’ Allende me clavó sus ojos. Diablos, cuando miraba feo podías temblar si no eras duro, si te escaseaban los cojones. Dijo: ‘Lo que nunca sabré es cómo usted dice respetarme y es un mercenario al servicio de un imperio de asesinos’. ‘Doctor, no nacimos para entendernos. Estamos a punto de dejar de respetarnos. Y si me quedo uno o dos minutos más junto a usted acabaré por hacer el trabajo que en breve harán sus verdugos.’ ‘Parece conocerlos.’ ‘Los hemos entrenado nosotros, doctor.’ ‘¿Quién es el principal cabecilla?’ ‘¿No lo sabe? ¿Ni eso sabe?’ No dijo palabra. Todo estaba tan irrefutablemente tramado que no me importó darle el nombre del general que le habíamos destinado como verdugo. ‘Pinochet.’ ‘¿El general Pinochet?’, se asombró. Y, muy seguro, dijo: ‘El general Pinochet es mi amigo’. ‘Doctor Allende, parto de Chile con una duda: si es usted increíblemente bueno o increíblemente tonto.’ ‘Pues yo lo despido con una certeza: usted es un perro, una escoria humana que insulta la esencia del hombre.’ ‘Lamento desilusionarlo, doctor: pero a esa esencia, de nosotros dos, la encarno yo mejor que usted. Le dejo una enseñanza antes de irme: usted, como comunista, cree que esa esencia es buena y bastará que ella triunfe para que los hombres sean libres. Nosotros creemos que es mala. Que es egoísta y sólo el dinero le importa. Por eso los matamos y los seguiremos matando y les ganaremos todas las guerras. Piénselo.’” (Carter en New York, ed. cit. pp. 105/106/107).

El otro decisivo factor que derrocó a Allende fue “el decano de la prensa chilena”, el centenario periódico El Mercurio. Agustín Edwards, su director, viajó hasta las oficinas de Nixon y volvió con dos millones de dólares para la tarea democrática a emprender. Desde sus páginas inflamadas de patriotismo anticomunista, El Mercurio llamó a la lucha a las conchetas chilenas, que son temibles. Inauguraron la moda de las cacerolas.

Todo está dicho. Allende se refugia en La Moneda y dice que no habrá de huir. Ahí se queda. Se hunde con su barco. Tiene puesto un casco de guerra y sostiene una metralleta. Da un último discurso: “Trabajadores de mi Patria, tengo fe en Chile y su destino. Superarán otros hombres este momento gris y amargo en el que la traición pretende imponerse. Sigan ustedes sabiendo que, mucho más temprano que tarde, de nuevo se abrirán las grandes alamedas por donde pase el hombre libre, para construir una sociedad mejor”. Don Agustín Edwards, director del “decano de la prensa chilena”, habrá brindado con buen champán. Las conchetas, felices. Los obreros, perseguidos y asesinados. Allá, en el Norte, la CIA, Nixon y Kissinger, satisfechos. Allende se suicidó o lo mataron. Pero estuvo en su puesto hasta último momento. El 11 de septiembre que América latina recuerda y llora es éste. El otro, el de las Torres, ni sabemos quién lo hizo. Y, emperradamente, como le habría gustado a don Salvador, seguiremos creyendo que alguna vez, más tarde o más temprano, se abrirán las grandes alamedas. Y el primero en pasar por ellas será don Salvador Allende. Una enorme pancarta con su cara de hombre bueno, que soñó un sueño tal vez imposible, pero que él sostuvo hasta el final. Así, pocos, Salud, héroe, mártir, ejemplo perenne. En usted se encarnó lo mejor de la condición humana.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Rock & Política... Página 12, Argentina

no

Jueves, 9 de septiembre de 2010

THE PERONISTS, AMIGOS DE KIRCHNER Y LOS FUJIMORIS

LA BANDA PRESIDENCIAL

ESTOS TRES GRUPOS con nombres de presidentes advierten los notables paralelos entre el mundo del rock y la politica. “En el rock tambiEn hay fascistas. No puedo creer lo separatistas que son los rolingas, por ejemplo”, dice The Peronists.

Por Luis Paz

La del rock debería ser una política de verdad, al modo en que Depeche Mode la definió en su álbum Violator: “Ahora que no estás satisfecho con lo que te han hecho pasar, es tiempo de pagar el precio de no escuchar sus avisos, y decidir siendo joven tu propia política de verdad”. El rock, espiritualmente, es materia de juventud; y la juventud, materia de puesta en duda. No se trata de extender aquellos “¿y por qué?” de cuando teníamos seis años, pero sí los cuestionamientos propios del momento en que una decisión política, una opresión institucional o un desaire familiar nos extirpan para siempre la inocencia. Inocencia que, por estos días, se va cada vez más pronto, hoy que la estructura familiar puede deshacerse instantáneamente por la pérdida de un puesto laboral y que las publicaciones infantiles venden en lugar de compartir conocimientos. Hoy, la indefensión contra la hostilidad del mundo aparece más pronto. Y el rock, en ese sentido, ha sabido ser un escudo de verdad desde el momento en que te acompaña al tirarte en la cama y subir el volumen para no escuchar los gritos de tus viejos en la cocina.

En este contexto no se puede ser inocente. Que los personajes de las tiras infantiles tengan nombres como Charlotte no es inocente. Que tu dentista recomiende Sensodyne no es inocente. “Chavizar” las tomas de escuelas no es inocente. Y que las bandas convocadas por el NO se llamen The Peronists, Amigos de Kirchner y Los Fujimoris, claro, tampoco lo es. Federico Sánchez Randall de The Peronists, Guillermo Masse de Amigos de Kirchner y Juan Torres y Leandro Sánchez de Los Fujimoris decidieron dar esos nombres a sus bandas –junto a sus compañeros de grupo– no por la fonética o una simple ocurrencia sino como un modo deliberado de provocar mediante el uso de la ironía política. Si el rock sufre tiempos de avance opresor, desde el rock se debe responder sin inocencia y con espíritu joven.

“Los Fujimoris tienen dos años como banda, surgimos justo cuando lo sentenciaron y nos tuvimos que morfar puteadas en shows y por Fotolog de un pibe que se había cebado con nosotros por ese nombre”, comenta Leandro, bajista de la banda. El nombre de la banda apareció espontáneamente cuando intentaron pensar uno que los unificase como grupo, pero que tuviera un rasgo principalmente irónico. Cuando apareció Los Fujimoris, en el primer intento de bautismo, no hubo revisiones: era ése. Aunque esa carga irónica (“Fujimori es un personaje desagradable”, dicen) les hizo ruido a quienes dicen tener una posición política más cerrada y que entienden al humor como nimiedad, falta de respeto a la real militancia y, en ocasiones, hasta como una aberración.

Salvo que seas Jello Biafra, de los Dead Kennedy’s, elegir nombres como el que estos jóvenes rockeros prefirieron vale así más de un conflicto. “No sólo fueron los Kennedy’s, ha habido bandas punks españolas que en el post-franquismo salían a tocar vestidos de Hitler. Amigos de Kirchner estábamos cansados de las bandas políticamente correctas y del modo amable de entender al arte y al rock. La idea fue cambiar de nombre cada vez que cambiase el presidente, pero Amigos de Fernández daba muy banda de rock del Oeste, así que mantuvimos el Kirchner”, señala Guillermo. La primera nomenclatura del grupo fue Amigos de Videla, porque también buscaban el cruce entre ironía y poesía y les parecía muy poético: “¿Cómo un hijo de puta como Videla va a tener amigos?”. Pero enseguida, para no quedar pegados a pensamientos fascistas y represivos que no profesan, cambiaron por el actual. Y hasta hacen fechas como FrePaSo, Amigos de Corach, Amigos de Kohan y otras variantes. Lo de Federico, único The Peronists y tucumano devenido trotamundos a partir de su música, fue simplemente tomar algo que rondaba el aire: “En este país era imposible, una boludez, que no hubiera una banda The Peronists”. La explicación es tan reveladora como contundente.

Cualquiera de estas bandas podría haberse llamado The Mickeys, Amigos de Minnie o La Estratosfera Rock’n’ Roll, pero no. Coinciden en que, en este momento, el rock podría recobrar su condición política. “Pero ojo: que la banda que piensa sólo en las groupies también está mostrando una posición política”, aclara Guillermo. “Decimos que es necesario en el under porque, en el mainstream, cada artista representa a ciertos segmentos sociales”, se suma Federico. Y mientras deja sobre la mesa de pool el taco, Juan intercede con que “el rock aporta puntos de vista. Tal vez no colabore con la revolución directamente, pero sí al oponerse a la opresión del modelo”.

ROCKERS Y GORILAS

“Si me llamo The Peronists, tengo que hacer una música popular. Pero veo que todo el mundo es peronista y, sin embargo, son distintos. Cada tema mío debe ser distinto, entonces. Para componer me baso en mi construcción sobre el peronismo, en cómo me atraviesa”, cuenta Federico. Guillermo advierte: “Pero hay peronistas progres, gorilas, antiperonistas y a todos los sobrevuela la figura de Perón”. “Sí, pero en el rock también hay fascistas. No puedo creer lo separatistas que son los rolingas, por ejemplo, que son anti cumbia, anti electrónica. A veces es más peligroso el pensamiento de las escenas y los públicos que si una banda se llama Los Videlas”, responde el tucumano, que ha tocado en festivales independientes europeos compartiendo cartel con Faith No More y 2 Many DJs “sin que nadie fuera a la otra carpa a gritarle ‘puto’ a nadie”.

Llamar “rock político” a lo que hacen estas bandas sería injusto. En primera instancia porque no hacen una bajada de línea directa. Y luego porque toda creación tiene un sentido político. Si bien toda conducta humana está atravesada por la política (el precio de fumar un cigarrillo es una decisión política, por ejemplo), no necesariamente influye en quien la hace con una toma de posición política. Pero estos músicos sostienen que, desde el arte, además, se expresa una actitud orgánica, sea hacia el establishment, hacia el cambio de statu quo en puerta o hacia una total utopía. “Ir a tirarle huevos a Videla está perfecto. Pero, ¿por qué eso se puede y a Charly no lo dejaron tirar muñecos desde un helicóptero cuando quiso recrear los ‘vuelos de la muerte’? ¿Por qué hay que quedarse con la denuncia políticamente correcta en el arte?” Dice Juan: “El arte es una representación de la existencia, y la existencia es pura política”.

EL ROCK BIPARTIDISTA Y EL ROCK PERSONALISTA

En la Argentina, el rock y la política se relacionan de diversos modos. La mayoría ya han sido estudiados por el NO, como los casos del Rock & PRO, los festivales oficiales, la relación entre estética y política, y la larga historia del rock en la Casa Rosada. Pero rock y política, en este país, se relacionan también de un modo figurado: así como en torno de la figura de Perón se ha planteado la dicotomía posmoderna entre peronistas y antiperonistas (hoy son peronistas progres contra los gorilas y peronistas conservadores), el rock ha tenido su Soda contra Redondos, su rock barrial contra nuevo rock (que salió de barrios, ¡qué tanto!), sus “caretas” contra “pulentas”.

Y, a la vez, el rock local es bien personalista: Charly, Spinetta, Nebbia y Pappo son figuras centrales, frente al pragmatismo y la propuesta integral de los movimientos del rock argentino. “Puede tener que ver con que, en otro momento, en el rock había una situación de comunidad, con bandas que se mezclaban con artistas plásticos, escritores, periodistas, y pujaban por un modelo en común. Hoy el rock es el mercado de las superestrellas”, aventura Guillermo. Federico amplía con que “el rock es un negocio”, y bajo esa condición hay cosas que no se morfa: “Cualquiera que me hable de cambiar el mundo mientras está metido en una industria con un sistema de producción que explota a mucha gente, como es la música y sobre todo el mundo del espectáculo, está en una grosera contradicción”. Juan, sin embargo, hace una distinción: “El arte moderno siempre ha funcionado estando pago por los Estados, la Iglesia o la burguesía: los pintores y dramaturgos. Es digno entender tu banda como un laburo y cobrar por él, lo malo es aceptar la explotación de los sellos y los bolicheros”.

En ese contexto de rock con apellidos más que con ideas o modelos de país (algo similar a lo que ocurre con los exponentes políticos), aparece un entretenido juego que deja los tacos y a la bola 8 olvidados en una mesa del bar La Academia, de Congreso. Se da cuando Guillermo analiza “este momento de decadencia política, donde de Macri no se sabe qué carajo hace o qué virtudes tiene para ser jefe de Gobierno, pero ahí está; es como Wanda Nara en la televisión”. Se desatan las comparaciones. La polémica lista final, armada en conjunto por los cuatro músicos, define a Claudia Puyó como la Lilita Carrió del rock (“¡es igual!”, gritan), a Charly como el Perón del rock, a Spinetta como “el Yrigoyen o el Alem” (hay dudas) del rock y a Fabiana Cantilo como “la Monica Lewinsky del rock”. Un rato después aparecerá que “¡Grinbank es el Alfredo Yabrán del rock!”.

EL ELECTORADO DEL ROCK

Juan recuerda que cuando comenzó a hacer música quería pertenecer a una vanguardia que pujara desde el arte por un cambio. Se encontraron con que quisieron hacer una fecha con una banda que ha cobrado cierto renombre y que les pidió mil pesos para tocar con ellos. En algún sentido, es algo similar a lo que sucede con los punteros políticos: “Fue como decirnos que en Morón mueven 10 mil votos y que había que pagarles”, equipara Leandro. “Hoy no encuentro una banda con la que comparta ideológicamente”, lamenta Juan, el guitarrista de esta banda instrumental del sur conurbano. Guille los acompaña: “Allí es donde el rock debe ser militante contra los vicios del rock. Perdón, pero no puedo pensar en los rockeros todos juntitos de la mano, no me sale y me embola muchísimo”. Algunos otros casos de relación estúpida entre una banda y su electorado son: “Cuando termina de tocar una banda y se va su gente, sin importarle las que tocan en la misma fecha; los problemas de cartel; y los celos si a tu banda la corean más”.

Por supuesto, en eso también aparecen punteros. Dice Leandro: “Siempre hay un puntero en tu banda, el que te trae su grupo de amigos. De repente mirás y decís: ‘Qué grosso, nos trajo diez personas’”. ¿Cómo se le paga? Claramente no bajándole planes sociales, una idea bien extendida en la población acerca del clientelismo político, pero tampoco de un modo muy distinto: “Compartís un par de cervezas con el loco, mínimamente”, dicen.

Guillermo Massé, de Los Amigos de Kirchner. Fotos: Cecilia Salas.

EL ROCK, ¿MILITA?

“¿Cuál es el sentido de la militancia en el arte?”, repregunta en un momento Guillermo. Se refiere a las acusaciones de levedad acerca de lo que una canción o un libro pueden aportar en miras de un cambio cultural de base. “Para aportar en un cambio de paradigma, al parecer, sólo lo podés hacer con un fusil en la mano”, ilustra. La acusación es tan liviana que se cae cuando uno pasa a mencionar casos como los de la Fratac o Mascaró Cine Americano, de arte militante en verdad. “Si hasta hubo curas militantes de verdad y en la revolución cubana estuvo Silvio Rodríguez como comunicador de las ideas de la revolución”, menciona Guillermo.

La Iglesia es otra de esas entidades opresoras a las que el rock ha vivido oponiéndose. Pero la pregunta que sobrevuela esta charla es por qué en el tercer mundo la Iglesia también debe ser conservadora, cuando hubo curas que se la bancaron jodidamente, con laburo de base, o como los que hoy se oponen a condenar la homosexualidad en contra de la institución. Juan analiza que lo que hay que ver es que “la Iglesia, más allá de la fe de las personas en algo divino, es una creación humana, como los partidos políticos o como el rock, y está viciada y es corrupta, como hay bandas corruptas y políticos corruptos”. En definitiva, el rock también ha sido una herramienta de liberación devenida en herramienta de opresión social, cuando replica fórmulas, cuando no cuestiona, cuando no alerta, cuando ni siquiera provoca. “Dejarte el pelo largo y drogarte eran actos políticos también, no todo es facha y reviente”, menciona Guillermo. De hecho, a Spinetta lo echaron de una agrupación de base por querer fumarse un porro.

VOTOS, DROGAS Y ROCK’N’ROLL

De hecho, es más: en el viejo hampa de los bandidos urbanos con cojones, para asaltar un banco y repartir el botín en una villa no se permitía consumir drogas, ni tener sexo los días anteriores a un gran golpe, y los que participaran del hecho debían entrenar un mes, salir a correr. Códigos viejos y perdidos. En la guerrilla revolucionaria, las restricciones eran las mismas. Inevitablemente, el tema drogas es, en el ámbito del rock, también tema político. Juan evalúa que, “en definitiva, la droga no es más que droga y hay espacios donde no tiene sentido. Las drogas apuntan a una revolución pasiva y reflexiva, espiritual y mental”. “¡Claro!”, salta al toque Guillermo, que dicta la fórmula: “Usalas, crecé, explotá tu talento y aportáselo al mundo. Ahora, si le das merca a un batallón... bueno, a la vista están los resultados”. ¿Soldados yanquis empastillados invadiendo?

“La droga no debe ser para terminar revolcándote en el suelo. En muchos casos, es la vía para una revelación que te permita ver un ideal diferente y actuar consecuentemente”, evalúa Federico, quien fue literalmente rajado de su casa cuando sus padres supieron que fumaba porro. “Por hacer rock, frente a los viejos nosotros somos anarquistas, putos y drogadictos”, lamenta Juan. O como en definitiva señala Guillermo: “Somos posmodernos”.

En los últimos meses, la Argentina avanzó en materia de redistribuciones y reivindicaciones, con ciertos hechos puntuales: pasó con la nueva Ley de Servicios de Comunicación Audiovisual, con sus matices aún no explicados, y con la Ley de Matrimonio Igualitario. “Si cuidás y aceptás a los gays, estás cuidando al amor y está buenísimo. Si cuidás que no se aborte, estás cuidando una vida, entonces es más jodido. Si cuidás que no se fume faso, estás cuidando la salud pública, lo que vuelve todo mucho más complejo”, analiza Guillermo la inacción política en torno de ese tema, aún post–fallos despenalizadores de la Corte Suprema sobre el consumo y el cultivo para uso personal. “Es insólito”, reclama Federico: “Trabajo, estudié y hago mi aporte cultural, pero no me puedo fumar un porro en este país”. Los Fujimoris guardan lillos y picadores en sus cajones, “y nadie tiene por qué revisarlos”. “En las familias de los Amigos de Kirchner se drogan todos”, bromea Guillermo, a risa suelta. “No, en serio, está todo bien: ni fuman, pero entienden que lo hago consciente y respetuosamente. Se trata de libertades y entienden que hacemos música, y en particular rock, como ejercicio de nuestras libertades.”

Ah... libertad. De eso se trataba el rock. Ninguno de estos músicos es líder de venta. Ninguno agota entradas de recitales en grandes escenarios. Pero manifiestan su propia política de verdad. Tienen veintipico de años y, sin embargo, más de un político sesentón debería aprender de ellos sobre conducta cívica. Los paralelos han quedado trazados: de los nariguetazos en el Congreso al picador de faso en un cajón, de los punteros políticos a los fans movilizadores de nuevos fans, de la opresión de la Iglesia a la opresión de los bolicheros. Es menester, como jóvenes sujetos de acción política, que ustedes lectores, ustedes músicos, nosotros periodistas y todos ciudadanos, apliquemos a la verdadera política del rock: la de la verdad y la oposición a la opresión. Es eso o que nos vayamos todos.

domingo, 29 de agosto de 2010

Conversación con un maestro basurero



Uma velha amiga do Uruguay, da época em que andaba nas estradas com uma mochila nas cosats, postou no seu face, e trouxe ele pro blog, mais do que nada pra nós, que estamos en ano de eleições...

París, junto al “Jardin des Plantes” se alza una mezquita árabe. En una esquina del templo hay un café frecuentado por ciudadanos con sed de silencio que, bebiendo té a la menta, reciben el bálsamo místico que emana de esa arquitectura… Esta mañana se sentó junto a mí un humilde obrero argelino, recogedor de basuras, viejo, de mirada mansa e inteligente. Trabamos conversación. Me habló durante una hora de la simple sabiduría de los santos del Islam. Recuerdo algunas de esas enseñanzas, lamento no haber tenido un cuaderno para anotarlas todas: “Aunque creas que no te entienden, di lo mejor que piensas, y si hay algo bello en tu corazón, comunícalo: esas palabras producirán un beneficio al igual que el remedio que bebe un enfermo y que actúa sobre él aunque ignore su naturaleza”. “Cuando escuches a alguien no te preocupes de que sea humilde o poderoso porque en la vía de la verdad, la pobreza o la riqueza no sirven para nada”. “Un hombre sabio no es aquel que distingue el bien del mal; eso hasta los animales saben hacerlo. Un sabio es aquel que entre dos males elige el menor, y entre dos cosas buenas discierne cuál es la mejor”. “Ve siempre la muerte ante tus ojos y recuerda, cuando estés acostado, que ella reposa bajo tu almohada. La vida disminuye cada día: aprovéchala”. “Cuando encuentres a tu prójimo, no busques sus defectos sino mira bien en qué es superior a ti. Todo ser humano puede enseñarte algo”. “El más bello de los actos es la práctica de la sinceridad”. “Modera tus deseos: si no le pides nada a los demás, todos tendrán necesidad de ti”…

Me despedí del anciano y, lleno de alegría, salí a la calle para encontrarme con edificios por cuyas ventanas, desde aparatos de televisión, líderes políticos peroraban con rostros hipócritas, prometiendo miles de cosas que, si resultaban elegidos, serían incapaces de cumplir. Añoré los tiempos remotos en que los servidores del pueblo eran filósofos santos al servicio del alma humana, en un planeta venerado y no al servicio de sus propios bolsillos en un planeta explotado hasta su casi exterminio.

Alejandro Jodorowsky

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Militantes, militontos e cabos eleitorais


Tenho dito com orgulho durante mais de duas décadas: sou militante.
Assim me conheceram meus amigos,no distante Uruguay e nos meus vinte anos de Brasil. Assim me conheceram minhas grandes paixões, assim me conheceu minha familia, minha companheira e minha filha. A banca que me avaliou na Universidade disse a mesma coisa: é inegável que sou um militante.
Mas nada incomoda mais a um militante de todos os dias que o período eleitoral.
Sim, porque neste período aparece o outro personagem histórico, caricato e cansativo, o "militonto", e o pior ainda, o mais trágico: o "cabo eleitoral".
Nas ruas estão as bandeiras.
Militontos e cabos eleitorais carregam bandeiras como fardos ou como ganha pão fácil. Os militantes não: eles próprios são as bandeiras
Há anos atrás, apenas carregavam(os) bandeiras os militantes.
Eram de pano, feitas em casa ou em improvisadas serigrafias. Tinham nosso nome. Eram "nossas" bandeiras, assim como o que elas simbolizavam era nosso também.
Não eram de um candidato: eram nossas.
Agora, em série, são atiradas desde carros de som e entopem os esgotos das ruas...
Desde o ônibus os vejo, à direita e à ex-querda, abraçados, os militontos e os cabos eleitorais.
No caso do cabo eleitoral, nada tem a dizer, pois geralmente, apenas se trata de um bico. Sacolejam bandeiras sem vontade, e olham bovinamente para quem os encara.
Sempre existiram à direita, massa de manobra por vezes; outras vezes, parte fundamental de relações de intensa sintonia com projetos populistas. Não são agente ativos da história, e estão ali contando as horas, faça frio ou chuva, esperando o vale transporte, o ticket refeição, assalariados de projetos que não os inclui.
Mas os militontos não: eles crêm dogmáticamente, e não interessa se seu candidato ontem era contra o FMI e hoje se abraça a ele: interessa que seu líder lhes diga onde ir, como ser, o que ser... Militonto não questiona: crê.
Aceita que o realismo se apodere do imaginário, e se vende baratinho: basta sonhar com um carguinho de assessor de qualquer coisa, ou quem sabe, se ganhar o governo do estado... Me lembram muito o personagem "68", misturados com o "Fagundes, o puxa-saco", do Laerte...
Os piores militontos tem mais de trinta anos. Já diziam os muros de Paris, "não confie em ninguém com mais de trinta"... Sim, esses que viram a metamorfose da ex-querda oficial, esses que sabem da contradição antagônica entre os sonhadores de ontem e os administradores de hoje, esses que sabem das sabotagens protagonizadas por esses candidatos as melhores utopias que o século XX construiu, esses que foram testemunhas das puxadas de tapete, das brigas mais estapafúrdias, dos silêncios impostos as dissidências, esses que desde alguma sala qualquer aceitam os marketeiros que determinam o horário do bandeiraço.... esses militontos que tudo isso sabem e mesmo assim, saem as ruas carregando bandeiras já gastas pelo tempo são a cariatura dos militantes.
Nada faz pensar mais nesses personagens que o filme "O sol enganador", do russo Nikita Mikhalova. Espero que algum dia esses ex-companheiros, muitos dos quais eu muito aprecio, possam se dar conta que nestes tempo, o stalinismo tem outras formas, e que as bandeiras que eles levantam são tão enganadores quanto os balões com a propaganda do georgiano Josef.
Enquanto isso, aonde estamos os militantes?
Que bandeiras levantamos?
Como os reconhecemos?
Nos reconhecemos ainda na nossa capacidade de sonhar e não ter vergonha disso; nos reconhecemos na nossa atitude do dia a dia, nos reconhecemos nos valores com os que convivemos com todas as pessoas em cada espaço em que estamos.
Levantamos as mesmas bandeiras vermelhas: socialismo, liberdade, fraternidade. Mas a maioria das vezes, as bandeiras somos nós mesmos.
Como disse uma camarada santanense "...os militantes são realmente a própria bandeira, própria bravura, cara e coragem...". Por isso nos reconhecemos.
E que este século que já ultrapassa sua primeira década dé à luz a outras gerações de militantes, capazes de prenhar o futuro de porvir e esperança.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

El hombre primitivo según Figari

Los Trogloditas, serie poco conocida de Figari.

Nelson Di Maggio La República, 20/06/2010

Pedro Figari. "La idea del crimen", óleo sobre cartón.  Colección del Museo Histórico Nacional.
Pedro Figari. "La idea del crimen", óleo sobre cartón. Colección del Museo Histórico Nacional.

Pedro Figari. Dibujo de troglodita.

Es harto sabido que Figari (Pedro Luis Pablo Figari, como fue solemnemente bautizado), nacido en 1861, el mismo año que el pintor José Miguel Pallejá, fue muchos hombres en un solo hombre: abogado, periodista, diputado, embajador, gestor cultural, escritor, dramaturgo, filósofo, docente. También, en su relativamente corta trayectoria artística (en rigor, 16 años, ya sexagenario, entre 1918 y 1934), dejó cerca de cuatro mil cartones y cientos de dibujos e ilustraciones de un amplio registro temático. Aunque conocido y estimado por las series referidas al candombe y el negro, el gaucho y los paisajes a cielo abierto, los salones de la sociedad patricia colonial, todos vistos a la luz del recuerdo de recuerdos, de los cuentos que oyó en la infancia, con talante festivo y socarrón, la realidad inmediata no le fue ajena (las lavanderas de Malvín y las calles de Montevideo, de sus comienzos), la historia patria, los indios, el tango, los toros, paisajes venecianos, autorretratos y, en particular, las series utópicas (los kirios y el libro correspondiente, Historia Kiria, 1930) y los Trogloditas ( El hombre de las cavernas, vida primaria, escribió), curiosa expresión pictórica que ahora exhibe el Museo Figari (en formación), durante los meses de junio y julio. Son trabajos provenientes de distintas colecciones privadas y públicas (el Museo Blanes posee un centenar, el de Artes Visuales, una treintena y el Histórico, una veintena, en una inútil dispersión que habría que reunir de una buena vez).

Personalidad más compleja y elusiva de lo que habitualmente se cree, sobre la cual se han escrito abundantes estudios, sigue, aún hoy, ejerciendo un sostenido atractivo al investigador por sus zonas misteriosas a develar.

Es casi unánime la referencia al impresionismo y el posimpresionismo de Bonnard y Vuillard. Si son plausibles esas influencias a las que habría que incluir a Monet y su manera de trabajar en series, no se proyectan en solitario. Hermes Anglada y Camarasa, con exposiciones en Montevideo y Buenos Aires en la segunda década del siglo XX, se desliza a través de formas y riqueza cromática y lo hace en el ADN de un artista que corre a la búsqueda de sí mismo. Más aún. Son dos maestros de la vanguardia internacional, no citados hasta hoy, el primer Mondrian figurativo, y el suizo Ferdinand Hodler que reclaman la atención. De ambos son visibles las bandas de nubes en los inmensos cielos que se despliegan con espesor material y geométrico así como en las fachadas de las paredes de estancias. En el Museo de Arte de Zurich un cuadro de Hodler, sorprendentemente, corre en paralelo a ciertas soluciones figarianas. Sin duda, Figari los conoció en su viaje a Europa en 1913.

Es que, la atenta observación, en el panorama de la pintura del siglo XX, Figari fue más audaz y revolucionaria. Recogió la sensibilidad del tiempo en que vivió. La engañosa e impositiva anécdota, el discurso largamente narrativo, distrae del acto de pintar. Así como estorba su pensamiento, formidable, que los exégetas se empecinan en tomar como punto de partida. Entre la serie de los trogloditas, el cartón La idea del crimen, es ejemplifica la absorción de Figari de la dominante abstracción de las vanguardias europeas en su estadía en París y aún antes, que debió sin duda, conocer. Si los tres personajes escenifican el título del cuadro, el cielo (movedizo e irregular) y los costados laterales (grandes planos que se oponen a la verticalidad de los cactus como franjas) se resuelven en la abstracción. Y la parte superior del cuadro evoca, en una dimensión similar a Nube roja, óleo sobre cartón (!), 1907, de Mondrian en el Museo de La Haya. Afinidades estéticas o recuerdos de cuadros vistos, cercanos, como sus diligencias remiten, sin duda, a la de Van Gogh que frecuentó en la colección de Milo Beretta. Quizá el positivista teórico no se desdoble o coincida exactamente con la libertad del pincel figariano, febril inventor de dinámicas e intrincadas pinceladas como lo demostró Juan Corradini en su notable ensayo. Lo importante es partir de la pintura misma y no del pensamiento figariano, del enfoque de un ojo crítico formado visualmente en la experimentación directa con el arte del siglo pasado, para llegar a comprender la complejidad de su estética.

No es por cierto, una nota periodística el momento más oportuno para profundizar en estas consideraciones, anticipo de futuro para un equipo de investigadores, debidamente adiestrados visualmente en museos y encuentros internacionales.

Es probable que-afirma Raquel Pereda en su extensa monografía sobre Figari- la serie de los trogloditas haya sido iniciada en Buenos Aires o a comienzos de su etapa en París, o quizá antes incluso, como afirman otros tratadistas. Es difícil determinarlo. Figari no fechaba sus cuadros en general. Todo un problema para el estudioso. De cualquier manera, esos trogloditas, remiten a la prehistoria del hombre, representando la pareja primordial en el árido paisaje rocoso de las cavernas o en lo alto de un cerro en la franqueza desnuda y ajena al pecado original, pero con una cuota de brutal salvajismo, en su total indefensión.Un sistema alegórico que se enlaza con el historial kirio, de esa búsqueda filosófica del hombre en una intrincada red de significantes y significados.

En un bienvenido boletín digital, ya en su número 2, el Museo Figari (en formación) anuncia, entre otras interesantes noticias, la adquisición, por intermedio de la Comisión Nacional del Patrimonio, de un pequeño Paisaje (24 x 32 cm.), óleo sobre cartón, firmado por Figari. Asimismo se da cuenta del deterioro de la obra Día de trilla, del Museo Histórico Nacional (se encuentra en calidad de préstamo en el Museo Figari) que amerita una restauración. No debe ser ajena a las condiciones de conservación en que se encuentra la mayoría del acervo de los museos sin un sistema adecuado de regulación ambiental.

Para las vacaciones de invierno, el Museo Figari realiza un taller, teórico y práctico, para familias, partiendo de las obras de Figari, a cargo de Fabricio Guaragna, los sábados 3 y 10 de julio de 14.00 a 16.00, en Juan C. Gómez 1427, con cupos limitados.

El Museo Figari (en formación) amplió su horario: lunes a viernes de 13.00 a 18.00 y sábado de 10.00 a 14.00 (si no coincide con la participación uruguaya en el mundial sudafricano).


Pedro Figari. Dibujo de troglodita.
Pedro Figari. Dibujo de troglodita.


terça-feira, 15 de junho de 2010

Novo filme de Michael Moore


Los mercaderes y el templo

Algunos lo critican por sensacionalista, otros por manipulador, otros por simplista, pero lo cierto es que Michael Moore parece haberse convertido en el radiólogo más humano de su país: la violencia en Bowling for Columbine, la mentira política en Fahrenheit 9/11, el desamparo estatal en Sicko. Tras la explosión de la burbuja inmobiliaria y el crac del sistema financiero, estrena Capitalismo: una historia de amor, un documental que retoma lo mejor de su obra y vuelve al escenario de su primer documental.

Por Hugo Salas (Página12)

Desde el estreno de su primera película, Roger & Me, en 1989, Michael Moore se convirtió en un referente indudable dentro del universo cinematográfico, lo que incluso llevó a que se intentara sumarlo a la industria del entretenimiento con la serie televisiva The Awful Truth, 24 desiguales episodios emitidos entre 1999 y 2000. El éxito comercial de Bowling for Columbine (2002), totalmente desusado para los parámetros de un cine que podríamos llamar “documental”, no tardó en granjearle tanto entusiastas como detractores. Mientras que algunos lo consideran un activista decidido, valiente e incluso uno de los pocos representantes del periodismo independiente dentro de los Estados Unidos, capaz de llegar a grandes segmentos de la población, muchos críticos y colegas lo tildan –palabras más, palabras menos– de payaso egocéntrico capaz de distorsionar la verdad sólo para ajustarse a su discurso activista, al tiempo que otro grupo, más sofisticado, lo acusa de ingenuidad ideológica y voluntarismo político.

La incomodidad que supo generar en el público estadounidense con Fahrenheit 9/11 (2004), sobre las consecuencias e implicancias políticas de la célebre serie de atentados, en un momento en que ese público –en su gran mayoría– no estaba muy dispuesto a discutir tales temas, no se vio para nada aliviada por el tratamiento ciertamente hiperbólico y en ocasiones falaz que dio en Sicko (2007) a la problemática del sistema de salud y su relación con las industrias farmacológicas y de seguros. Tal vez esto explique por qué su película siguiente, Captain Mike across America (2007), sobre la creciente conciencia política entre los jóvenes universitarios, no tuvo siquiera estreno comercial en nuestro país.

En efecto, hizo falta la gran crisis del sistema financiero y el negociado de las hipotecas para que Moore volviera a lo mejor de Roger & Me, dejando de lado la preocupación por el impacto que sesgara su producción desde Bowling for Columbine. Sin renunciar al sentido del humor paródico y la protesta del solitario hombrecito enojado que han constituido desde siempre su sello distintivo, Capitalismo: una historia de amor (2009) lo muestra en su mejor faceta, una que obliga a analizar nuevamente el sentido de su cine en la industria contemporánea.

Desde sus primeras imágenes, la película parte de una idea que probablemente irrite a los pensamientos más sutiles: el paralelismo entre el Imperio Romano y la actualidad política de Estados Unidos. Se trata, sin duda, de una visión peregrina que hace flaca justicia a la historia, pero a decir verdad tampoco se la toma demasiado en serio, como lo prueba el empleo del absurdo en el montaje paralelo que propone entre la película pedagógica sobre historia antigua y las imágenes periodísticas de hoy. El sentido de la secuencia, en realidad, no parece ser el de ilustrar una idea (como sí se hará con otras más adelante) sino meramente hacer reír, permitirse un chiste, establecer un lazo de comunicación y complicidad con el espectador.

Este, como tantos otros procedimientos, forma parte del repertorio que le ha valido al director el mote de “manipulador” entre los partidarios de un purismo documentalista según el cual estas imágenes deben dejar ver al espectador “por su propia cuenta” algo que se materializaría ante su mirada en la transparencia misma de la realidad capturada por la cámara (idea que comparten con cierto realismo ampliamente extendido en el ámbito cinematográfico). Créase o no, entre quienes esto sostienen se cuentan también quienes lo acusan de “ingenuo” en su pensamiento político, por pretender (como lo ha hecho siempre) deslindar la democracia, en tanto sistema político, del capitalismo; de allí, dicen, el sesgo individualista y liberal de su cine. Una y otra imputación, sin embargo, parten de un error fundamental: suponer que Moore hace cine documental, un cine que sólo pretenda acercar al espectador una visión analítica y como mucho bienintencionada del mundo.

A decir verdad, después de más de 20 años de carrera, el señor merece algo más que el beneficio de la duda. De hecho, su modelo no es siquiera fácilmente transferible a otras realidades, contextos ni propósitos que aquellos para los que fuera ideado. Ocurre que, antes que “documental”, entendiendo por ello una expresión que meramente registra y da cuenta, la producción de Moore se alinea directa y decididamente en el campo del cine político, y quizá sea uno de los pocos continuadores, en la actualidad, del cine de agitación y propaganda tan extendido durante fines de los años ’60 y la década de los ’70, de Francia (con los prestigiosos Cinétracts y el emblemático grupo Dziga Vertov de Godard-Gorin) a la Argentina (con La hora de los hornos, Los traidores y Operación Masacre).

Al igual que en sus célebres predecesores, Moore parte de análisis sesgados y voluntariamente parciales de la realidad para llegar a consignas que provoquen la reacción y la acción política directa del público. Esto resulta palmario en el final de Capitalismo..., donde luego de una de las clásicas intervenciones solitarias de Moore (que rodea algunas de las principales instituciones financieras de Wall Street con la conocida faja de escena del crimen y les grita por megáfono a sus directivos que se entreguen), su voz en off dice directamente a los espectadores, como grupo, que ya está cansado de hacer estas cosas solo y les pide que se le sumen, y que por favor lo hagan rápido. Desde ya, este llamamiento puede parecer tibio o pequeño al lado del fuego purificador de la revolución que se reclamaba en los ’70, pero cabe reconocer también que mientras aquel cine le hablaba a una sociedad donde la insurrección civil y la acción directa eran realidades vivas y palpables, hace ya dos décadas que Moore viene intentando hacer agitación y propaganda con el cine en el lugar menos pensado, en el marco de una sociedad donde la noción misma de desobediencia civil llegó a igualarse en la complicidad con el terrorismo.

Es cierto: su modelo de “cineasta solo contra el mundo” está imbuido de individualismo liberal de la cabeza a los pies, y sus análisis –a veces inmediatos y palpables– evitan las grandes complejidades macroestructurales de los problemas que plantea. Pero antes de tildarlo meramente de ingenuo conviene hacerse una pregunta: ¿era posible otro modelo de cine político en Estados Unidos? Si su intención no era, como suele ocurrir muchas veces, hablarles a los ya convencidos, ni ilustrar sobre las ventajas de otro modelo de vida a quienes tenían en su poder los muy escasos carnets del Partido Socialista estadounidense, sino antes bien sumar, convencer, persuadir a un público probablemente manipulado por otro discurso ideológico... ¿tan ingenuos resultan los procedimientos destinados a generar empatía, complicidad e identificación?

Por otra parte, queda analizar la base de su discurso actual. Durante sus dos horas de duración, Capitalismo... en efecto deslinda la noción de democracia del sistema capitalista, tal como es entendido en la actualidad (como capitalismo financiero); incluso llega a decir que el gran capital funciona como una mafia que ha suplantado al Estado, para ligar entonces la idea de una verdadera democracia a los propósitos del estado de bienestar, tal como fuera entendido y presentado en los discursos de Roosevelt (trabajo, salario digno, vivienda, salud, educación y jubilaciones), permitiéndose incluso señalar, a raíz de la candidatura de Obama y el miedo que los medios intentaron instalar, que los estadounidenses pobres –muchos más que los ricos– ya no parecen tenerle tanto miedo a la palabra “socialismo”, como así también el re-surgimiento del cooperativismo como modelo de producción. Es verdad, no llama a la revolución bolchevique, la destrucción de la propiedad privada de los medios de producción, la reforma agraria, ni la constitución de los soviets; pero, a decir verdad, no hay muchas izquierdas, en ningún lugar del mundo, que alienten lejos de la retórica partidaria programas más extremos que éste, y mucho menos en Estados Unidos.

En el medio de este alegato, Moore no vacila en destruir la sólida ligadura entre el discurso cristiano y el capitalismo que se construyera durante la administración Bush, y para eso trae a su película al discurso religioso, con curas de cuerpo presente señalando que otra organización económica es posible y que el capitalismo es moral y cristianamente condenable. Es más: con un obispo dando la eucaristía a los trabajadores en una fábrica tomada. ¿Debemos inferir de ello que Moore es un gordo ingenuote estadounidense y además un chupacirios, traidor de la clase obrera que pretende sumergirla en el opio por antonomasia? ¿O que se trata de un activista que, reconociendo la influencia del discurso religioso sobre aquellas personas a las que trata de convencer, en vez de desestimarlo, recurre a él? Desde ya, su propuesta no queda exenta de los debates éticos que subyacen a la acción política, pero merece mayor análisis que la condescendencia desde el debate de café.